Nesse final de semana, conversando com a namorada e levando algumas broncas por conta da minha inatividade e a repercussão disso na minha saúde, refleti bastante sobre o assunto. Lendo (e relendo) também alguns blogs, constatei a dura realidade: estou mesmo me sabotando. E o que é pior, sem motivos para tal! Após alguns anos na batalha, já constatei o que dá ou não resultado, sei o que, quanto e quando comer, sei dos efeitos benéficos do exercício (tanto físicos quanto psicológicos), mas nem assim consigo me motivar. Em alguns momentos até fico cheio de empolgação, aquela história do "amanhã começo sem falta!" e no dia seguinte... NADA!

Há algum tempo atrás, ainda casado, eu era o líder na RA em casa. Apesar de não estar tão gordo assim (85 a 90 kg para 1,81 m de altura), sempre fui o motivador para o emagrecimento da esposa (ela, sim, beirando a obesidade). E eu levava o carro direitinho, com exercícios e alimentação balanceada e nutritiva. Claro que dava minhas derrapadas, às vezes bem feias, mas geralmente retornava rapidinho à estrada. Analisando meu blog (uma trabalheira, pois nunca consegui fazer 'tabelinhas' de acompanhamento, como vejo em quase todos os blogs), constatei tanta sanfona que dava pra montar um conjunto de forró: e pior, há MUUIIITO tempo não ficava tão pesado como estou agora... de janeiro/2008 (com 86,600 kg), 'quase' atingi a minha meta (80 kg) em 12/06/08: 82,000 kg. Foi meu melhor resultado até hoje!

O curioso é que, mesmo sendo o principal motivador da RA em casa, depois que me separei a coisa desandou: fui subindo, subindo, até o resultado atual: 92,000 kg. Não acredito que o problema maior seja a alimentação, pois apesar de absar um pouco, sempre mantenho um controlezinho, por menor que seja. Acho que o principal motivo é mesmo o sedentarismo. Desde que comecei a sentir o calcanhar, não me exercitei mais. Até vou e volto do trabalho caminhando, mas são apenas 10 minutos, sem ritmo e com roupas e calçados impróprios.

Bem, mas não adianta chorar e não agir. O jeito é buscar motivação sei lá onde e encarar a fera...

Reportagem interessante:

Homem não faz dieta. Isso é coisa de mulher. Escolher os alimentos corretos, no entanto, faz um bem enorme à saúde, tanto deles quanto delas. Disso todo mundo já sabe. Além de fazer o organismo funcionar melhor, a aparência de quem opta pela alimentação saudável também é outra. A pele e o cabelo ficam mais bonitos, as unhas se tornam mais fortes e os sinais do envelhecimento podem ser adiados. Para formar colágeno e elastina, proteínas que sustentam a pele, deve-se consumir alimentos nutritivos, ricos em vitaminas A e C, cobre, zinco e cálcio, explica a nutricionista clínica funcional Andréa Santa Rosa Garcia, em São Paulo, que tem como ótimo cartão de visita o marido, o ator Márcio Garcia, de 39 anos. "Se não há fonte adequada desses nutrientes, envelhece-se com mais rapidez e o cabelo fica opaco. A calvície também pode ser causada por carência de nutrientes."

Para obter todos os nutrientes necessários, o ideal é comer quatro ou cinco porções de frutas e dois pratos de sobremesa de verduras todo dia. Além disso, quem faz exercícios deve consumir de 1,4 grama a 1,6 grama de proteína por quilo de peso - os sedentários, de 1 grama a 1,2 grama. Em uma dieta de duas mil calorias, metade deve corresponder a carboidratos. As gorduras representam 30% e as proteínas, 20%. "Tudo depende do metabolismo e da individualidade bioquímica de cada um. É preciso avaliar cada caso." Por ter metabolismo acelerado e hormônios anabólicos, como a testosterona, o homem tem mais músculos e vantagens em relação à mulher. "Ele pode consumir a mais, mas não deve exagerar, pois todo excesso de alimento pode acarretar prejuízo, como gases, fermentação e má absorção dos nutrientes", explica Andréa.

Um dos vilões do exagero é o açúcar, que deve ser evitado ou substituído por estévia. "Não só doces, mas também os carboidratos refinados, como batata e pão, que também são transformados em açúcar, trazem riscos à saúde. Quando metabolizado pelo organismo, o que sobra se liga a proteínas do corpo, como o colágeno e a elastina, que perdem a função. Na pele, aparecem as rugas", explica a dermatologista Marcella Delcourt. Fast food e refrigerantes também devem ser evitados. O melhor é consumir alimentos orgânicos e naturais, além de incluir castanhas e sementes, como amêndoa, feijões e lentilhas. Marcella sugere, ainda, incluir na alimentação meia colher de chá por dia de canela e açafrão, que fazem bem para a pele, os cabelos e as unhas. Segundo ela, o açafrão reduz as inflamações e é antioxidante, e a canela queima o açúcar.

Chocolates com 70% ou 80% de cacau também ajudam na aparência. De acordo com o professor de cosmetologia Maurício Gaspari Pupo, comer 18 gramas por dia melhora a circulação, aumenta a hidratação e reduz rugas. Cereais integrais, ricos em silício, também são indicados: fortalecem as unhas, engrossam os cabelos e reduzem rugas. Alimentos ricos em licopeno, como tomate, melancia e goiaba vermelha, atuam como filtro solar natural. "Consumir três tomates cozidos por dia lesa menos a pele pelo fotoenvelhecimento." O azeite extravirgem é quase milagroso, segundo Pupo: consumir três colheres de sopa no almoço mais três no jantar ajuda a reduzir a gordura abdominal. Outro componente que não pode faltar é o ômega 3, presente no salmão e na linhaça. "Comer um filé grande de salmão por dia ajuda a proteger a pele e também a manter o cabelo escuro."

A hora da mudança

Andréa Santa Rosa garante que não é difícil mudar a alimentação. O marido dela, Márcio Garcia, imaginava ter uma alimentação saudável. "Ele achava que comia bem, mas viu que não era bem assim. Faltavam sementes, fibras, castanhas... Comia peixe, frito. Aí foi mudando o hábito."

Após optar pela alimentação saudável, o arquiteto André Moreau, de 34 anos, também percebeu como aquilo que colocava no prato influenciava no organismo e também na pele - as espinhas diminuíram. "Tento comer de forma equilibrada e em horários corretos, em intervalos de três horas. Quando exagero, depois compenso com algo mais leve."

Para ajudar a abandonar os maus hábitos, a família deve ser envolvida. "Quanto mais gente, mais fácil será controlar a alimentação. Qualquer mudança nos hábitos alimentares deve começar dentro de casa. Assim haverá mais chances de essas mudanças se estenderem para a vida inteira", afirma o gastroenterologista José Figueiredo Penteado, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Instituto Carlos Chagas. Para o médico, o lema "coma para viver e não viva para comer" deve ser sempre levado em conta. "O importante é manter o peso controlando as gorduras e açúcares e praticando exercícios regularmente. O cardápio deve ser sempre equilibrado e controlado. Essas são regras básicas para viver bem e alcançar a longevidade."

Restrinja o churrasco e troque a cerveja pela caipirinha

Nada melhor do que aquele churrasquinho com os amigos no sábado à tarde. Certo? Depende. Apesar de o evento social ser, à primeira vista, imperdível, os resultados para a saúde e para a aparência podem virar uma verdadeira bomba. O primeiro motivo: você come, bebe, come, bebe e nem percebe. Ou seja, consome bem mais do que deveria. Além da comilança e da gordura excessiva, a carne do churrasco, por ficar em contato direto com a chapa de metal, tem, no 'tostadinho', radicais livres, que levam ao envelhecimento precoce. A nutricionista Maria Cecília Corsi sugere trocar os litros de cerveja por duas caipirinhas. À noite, a sugestão dela é tomar duas taças de vinho tinto. Para evitar estragos, as bebidas alcoólicas devem ficar restritas ao sábado e o churrasco a uma vez a cada quinze dias.

 

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